A Família por Trás da Garrafa
Giacomo Conterno é sinônimo de tradição no Piemonte. Fundada em 1920, a vinícola é administrada hoje por Roberto Conterno, neto do fundador. O estilo é deliberadamente clássico: longos períodos de maceração, envelhecimento em grandes tonéis de carvalho esloveno (botti) e zero concessões à modernidade comercial.
O Cascina Francia é o vinho de entrada da casa — e mesmo assim coloca a maioria dos produtores em dificuldade.
A Degustação
Aparência
Rubi intenso com reflexos granate. Transparente — sinal de limpeza impecável na vinificação.
Nariz
O primeiro contato é abrupto, quase austero. Dois minutos de taça e o vinho começa a falar: rosas secas, alcatrão, tabaco, cereja macerada em álcool e uma nota mineral de pedra molhada que só o Piemonte consegue produzir.
Paladar
Ataque seco, estruturado. Os taninos são firmes mas já polidos — algo incomum num Barolo com apenas 6 anos. A acidez é precisa, não agressiva. O corpo é médio-pleno, sem a opulência que os vinhos do Novo Mundo perseguem.
A finalização é o momento mais memorável: uma cascata de sabores secundários que se desdobra por mais de um minuto. Tabaco, nozes, especiarias. O vinho literalmente continua depois que você engoliu.
Temperatura ideal
16–17°C. Decantação obrigatória por ao menos 2 horas.
Vale o Preço?
O Cascina Francia 2018 é caro — isso é fato. Mas é caro de forma justa. Você não está pagando por marketing ou por uma pontuação de crítico: está pagando por 100 anos de expertise, por terroir único e por um vinho que vai evoluir e melhorar por mais 20 anos.
Para quem quer entrar no universo Conterno sem o investimento do Monfortino (o grande vinho da casa), este é o caminho.
Harmonização Recomendada
→ Tagliatelle ao ragù de carne bovina com 4 horas de cozimento
→ Risotto ao Barolo e funghi porcini
→ Bistecca alla fiorentina com flor de sal
Importado por distribuidoras especializadas. Procure em enoecas ou lojas online de vinho fino.